A «respeitabilidade»

Apesar de em 1976 ter votado contra a Constituição, o CDS faz parte do chamado «arco constitucional». Em grande medida porque entrou no «arco da governabilidade» via coligações com o PS e o PSD.

Não se percebe por isso a obsessão recorrente pela «respeitabilidade» que assola o Caldas. E ainda menos os caminhos abstrusos para essa «respeitabilidade». Durante anos a «respeitabilidade» significou o «centrismo», essa suprema aberração ideológica. Agora, o CDS quer ser respeitável aderindo aos unanimismos do Bloco Central. E logo num dos seus aspectos mais nefastos.

Por mais avanços e recuos doutrinários que o CDS tenha tido (e teve), nada justifica que agora ache o Tratado de Lisboa bestial, o referendo dispensável e os críticos, porventura, uns «anti-europeus».

Se é isto ser respeitável, então precisamos de uma direita bastante mais (digamos) infame.